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Buscas na região da Guerrilha do Araguaia são retomadas

Buscas na região da Guerrilha do Araguaia são retomadas

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Peritos das áreas de geologia, arqueologia e antropologia forense voltaram à investigar a localização de desaparecidos da Guerrilha do Araguaia. A equipe de trabalho com 20 especialistas está em Xambioá, em Tocantins, e São Geraldo do Araguaia, no Pará, onde surgiu o movimento em oposição à ditadura militar, na década de 1970. A expedição, a primeira organizada este ano, começou segunda-feira (8) e segue até 19 de junho.

Os trabalhos buscam por restos mortais de desaparecidos políticos entre 1972-1974. O governo estima que 61 guerrilheiros permanecem desaparecidos. Segundo relatos de testemunhas, guerrilheiros foram enterrados em diversos pontos da região conhecida como Bico do Papagaio, nos limites do Tocantins, Pará e Maranhão. Os peritos também farão levantamento de possíveis cavernas e fendas usadas para a ocultação de restos mortais.

A busca é organizada pelo Grupo de Trabalho Araguaia, coordenado pela SDH, em parceria com os ministérios da Defesa e da Justiça. De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), ela ocorre nas cidades que sediaram bases e acampamentos montados pelo Exército no período da guerrilha. Dados do governo indicam que os locais eram utilizados para atos de tortura contra camponeses e militantes políticos.

A equipe prosseguirá com as investigações, iniciadas em 2012 e 2013, em um antigo cemitério, a fim de identificar covas em que possam estar enterrados desaparecidos políticos. Entre 2009 e 2014, o Grupo de Trabalho Araguaia resgatou 27 restos mortais. O material foi encaminhado para a Universidade de Brasília, o Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal e o Instituto Médico Legal do Distrito Federal.

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