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Maioridade Penal: Polícia da Câmara dos Deputados agride jovens

Maioridade Penal: Polícia da Câmara dos Deputados agride jovens

Em ação truculenta, polícia da Câmara agride estudantes e votação da maioridade penal é adiada

Estudantes, jovens, representantes de movimentos sociais e deputados contrários à redução da idade penal sofreram, mais uma vez, com a truculência da segurança da Câmara durante a sessão, nesta quarta-feira (10), da comissão especial que analisa a proposta de redução da idade penal (PEC 171/1993).

Gás de pimenta, empurrões, ofensas e agressões físicas foram registrados pelos manifestantes que acompanhavam a votação da matéria.Durante a sessão, a segurança lançou gás de pimenta contra os manifestantes, atingindo a todos dentro do plenário, inclusive parlamentares, jornalistas, assessores e todos os presentes e quem passava pelos corredores das comissões.

A violência partiu, inclusive, de deputados que defendem a criminalização a partir dos 16 anos. Em um dos registros, há denúncia de uma estudante que recebeu um soco do deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), o mesmo que agrediu a deputada Jandira Feghali (PCdoB/RJ) em sessão plenária.

Feghali lamentou o ocorrido: “É um absurdo o que aconteceu contra a juventude neste dia. Desde a manhã tivemos problema com a entrada dos movimentos sociais, que foram barrados pela política legislativa da Casa. O sufocamento do movimento estudantil é uma forma de barrar o debate e dificultar opiniões contrárias. A democracia, contudo, exige o contraditório. É lamentável que tenham ocorrido agressões e isso precisa ser apurado de forma imparcial pela presidência da Câmara. Há cenas registradas de agressões por parlamentares e pessoas à paisana usando gás de pimenta”, disse a líder do PCdoB, Jandira Feghali.

Vários deputados, que também foram vítimas da segurança, criticaram a forma como os jovens foram tratados. “É com esta truculência que querem discutir os direitos de nossa juventude?”, indagou o deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA). “Alguns jovens foram levados ao departamento médico”, informou o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), que, em conjunto com as presidentas da UNE e da Ubes, Carina Vitral e Barbara Melo, respectivamente, irá acionar os órgãos competentes para denunciar as agressões.

Após o tumulto, o presidente da comissão, deputado Andre Moura (PSC-SE), suspendeu a sessão e transferiu para outro plenário para que o relator da matéria, deputado Laerte Bessa (PR-DF), lesse seu voto. No entanto, um pedido de vista coletiva adiou a votação para a próxima semana, no dia 17. A reunião deve ser fechada, sem a participação da sociedade e dos movimentos sociais.

Fonte: Daiana Lima/Portal CTB

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