Home / Giro de notícias / Estado Islâmico: primeiro-ministro do Iraque critica inércia do Ocidente
Estado Islâmico: primeiro-ministro do Iraque critica inércia do Ocidente

Estado Islâmico: primeiro-ministro do Iraque critica inércia do Ocidente

 

iraque

Haider al Abadi, primeiro-ministro do Iraque, convocou entrevista coletiva da imprensa internacional para denunciar “o fracasso da Comunidade Internacional na luta contra a Organização Estado Islâmico”, assim como, a falta de apoio ao seu país, que enfrenta “sozinho” o avanço “das forças dos jihadistas”.

“Creio que se trata de fracasso da Comunidade Internacional. No que diz respeito o apoio ao Iraque, existem muitas conversas, mas mínimos atos.” Este desabafo de al Abadi refere-se à falta de decisões durante a conferência internacional contra o Estado Islâmico realizada em Paris.

Al Abadi, destacou que seu país carece de armas e munições em número e volume suficiente para enfrentar os jihadistas do Estado Islâmico. “Não temos recebido o suficiente, quase nada, e não podemos contar a não ser em nós próprios”, acrescentou.

E dedilhando o corolário de suas cobranças e justificativas, tentou esclarecer a origem de seus problemas: “É por causa de problemas financeiros, não estamos em condições de celebrar novos contratos para fornecimento de armas. A maioria dos contratos havia sido formulados pelo governo anterior com os russos. Os russos estão imobilizados sob o regime de sanções norte-americanas e, assim, é muito difícil pagarmos a fim de adquirirmos estas armas. Os nossos recursos estão no banco, mas não podemos tê-los à nossa disposição. Não pedimos armas, mas pedimos o favor de deixar-nos comprar armas mais facilmente”.

Neste ponto, interrompeu seu confuso e contraditório corolário de justificativas para receber de um assessor a mensagem de que “a coalizão internacional o ajudará”, citando os países que participam da coalizão (França, Jordânia, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Turquia – esta para melhorar a imagem de seu presidente, Retzep Tayyíp Erdogan – e até os EUA – estes participando de longa distância por causa da crise de indecisão que acometeu o presidente Barack Obama, depois da guerra que lhe declararam os Republicanos).

Revelações ocidentais

Paralelamente, o premiê iraquiano, julgando que havia chegado o momento de revelar uma novidade, declarou que “a Organização Estado Islâmico inclui em suas hostes combatentes estrangeiros” e prosseguiu: “Aquilo que vejo aqui, no Iraque, é um número maior de combatentes estrangeiros; enquanto, no passado os combatentes iraquianos constituíam 58% contra 42% dos estrangeiros, hoje, os fundamentos têm sido derrubados e revertidos, com 60% de combatentes do Estado Islâmico, oriundos de outros países e do Ocidente, contra 40% de nossos combatentes do exército iraquiano”.

Neste ponto da entrevista, o primeiro-ministro do Iraque resolveu prosseguir em suas revelações, abordando a “inércia”do Ocidente: “Existe um problema internacional e deve ser solucionado. Devemos esclarecer por qual motivo terroristas vêm da Arábia Saudita, dos Emirados do Golfo Pérsico, do Egito, da Síria, da Turquia e de vários países europeus. É preciso trabalho político dos nossos parceiros na coalizão sobre esta questão.”

Toni Blinken, vice-secretário de Estado dos EUA, declarou que “sobre esta questão está sendo preparado um plano de ação”. Laurent Fabius, ministro de Relações Exteriores da França, afirmou que “os países que participam da coalizão contra os jihadistas do Estado Islâmico estão unidos e coesos, mas a guerra vai durar muito”. E destacou: “Os problemas do Iraque não terminarão se não mudar o governo da Síria.” (Serbin Argyrowitz – Monitor Mercantil)

Sobre outrolado

Notícias Relacionadas