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Mercosul quer acesso mais barato a medicamentos

Mercosul quer acesso mais barato a medicamentos

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O acesso mais barato a medicamentos foi um principais temas da 37ª Reunião de Ministros do Mercosul, em Brasília. Os países do bloco assinaram acordo prevendo a criação de um grupo de trabalho para estudar formas de reduzir valores e aumentar o acesso a remédios; principalmente os de alto custo. A conclusão será apresentada na próxima reunião do grupo, em setembro.

Os ministros da Saúde e seus representantes adiantaram algumas formas de baratear os remédios, como compras em blocos pelos países: “Tomamos uma decisão política de criar uma plataforma comum de avaliação dos preços, qualificando um banco regional de preços, no âmbito do Mercosul; de estabelecer uma estratégia de aquisição de medicamentos de alto custo para doenças raras (de uso) comum, de tal maneira que possamos usar o poder de compra publica, o poder de escala com as empresas que produzem esse medicamentos, da maneira mais vantajosa para garantir o acesso aos usuários”, explicou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Chioro disse ainda que o acesso a remédios mais caros é um problema comum aos oito países que participaram da reunião, uma vez que a concorrência é baixa e muitas vezes a compra é pequena, o que pode tornar o valor mais alto ainda para países com pequena população. O ministro da Saúde da Argentina, Daniel Gollan, exemplificou com o preço de um remédio para hepatite, que, em seu país custa o dobro do que no Brasil, e cinco vezes mais do que custa no Peru.

O acordo também poderá possibilitar que um país compre medicamentos seguindo licitação feita por outro do grupo, o que pode precisar de alteração nas legislações dos signatários. Além disso, deve ser criada uma lista de alguns poucos medicamentos prioritários para todos os países, cuja compra seria feita pelo fundo estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A previsão de orçamento para medicamentos no Brasil, em 2015, ultrapassa R$ 14 bilhões.

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