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Papa pede mais cuidado com o meio ambiente
Papa Francesco saluta i fedeli arrivando in Piazza San Pietro per l'Udienza Generale del mercoledì, Citta' del Vaticano, 15 aprile 2015. Pope Francis greets faithful arriving in St.Peter's Place for the Wednesday General Audience, Vatican City, Rome, 15 April 2015. ANSA/ ALESSANDRO DI MEO

Papa pede mais cuidado com o meio ambiente

 

Em sua aguardada encíclica sobre o meio ambiente, divulgada nesta quinta-feira, o papa Francisco disse que o aquecimento global poderia causar uma destruição ambiental “sem precedentes”, causada principalmente pela atividade humana, e caracterizou como “urgente” a necessidade de reduzir as emissões de carbono através da redução do uso de combustíveis fósseis.

O documento, usado tradicionalmente para os ensinamentos papais mais importantes, foi redigido durante meses pelo pontífice e é o primeiro dedicado ao tema meio ambiente. O Vaticano publicou o documento intitulado como “Laudato Si” (“Louvado sejas”).

O lançamento oficial ocorreu três dias após a publicação online de uma versão vazada por uma revista italiana. O porta-voz do Vaticano, o reverendo Federico Lombardi, disse anteriormente que o texto italiano que vazou era apenas um rascunho.

O papa Francisco também denunciou os audaciosos e intransigentes termos que ele descreveu como uma depredação pecaminosa da terra por causa de poderes políticos e interesses econômicos à custa dos pobres e das gerações futuras.

O papa Francisco escreveu que um “consenso científico muito sólido indica que estamos assistindo a um aquecimento perturbador do sistema climático”, contribuindo para um “aumento constante do nível do mar” e um “aumento de eventos climáticos extremos”.

“A humanidade é chamada a reconhecer a necessidade de mudanças do estilo de vida, produção e consumo, a fim de combater este aquecimento ou, pelo menos, as causas humanas que produzem ou o agravam”, escreveu o papa.

Embora reconhecendo causas naturais para as alterações climáticas, incluindo a atividade vulcânica e do ciclo solar, o Papa Francisco destacou que “um número de estudos científicos indicam que a maioria do aquecimento global nas últimas décadas é devido à grande concentração de gases que causam o efeito estufa (como o dióxido de carbono, metano, óxido de nitrogênio e outros) lançado principalmente como resultado da atividade humana”.

Como resultado, o Papa argumentou que “há uma necessidade urgente de desenvolver políticas para que, nos próximos anos, a emissão de dióxido de carbono e outros gases altamente poluentes possam ser drasticamente reduzidos, por exemplo, substituindo combustíveis fósseis e desenvolver fontes de energia renovável”.

Água e ameaça à biodiversidade

Na encíclica, o Papa Francisco comenta também outros problemas ambientais, incluindo a falta de água na África e em outras regiões pobres onde a água potável é escassa, e as ameaças à biodiversidade.

“A cada ano vemos o desaparecimento de milhares de espécies de vegetais e de animais que nunca conheceremos e que nossos filhos nunca vão ver, porque elas entraram em extinção”, escreveu o papa. “Por causa de nós, milhares de espécies deixarão de dar glória a Deus pela sua própria existência, nem transmitir a sua mensagem para nós. Nós não temos esse direito”, acrescentou.

O documento de 183 páginas, que o Papa Francis aborda não só aos católicos, mas a “toda pessoa que vive neste planeta”, inclui extensas seções sobre a teologia da criação, bem como críticas pontuais da globalização e do consumismo, que, segundo ele, levam à degradação do meio ambiente. Fonte: Associated Press

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