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Operação Publicano: esquema de corrupção do PSDB leva 112 pessoas para a cadeia

Operação Publicano: esquema de corrupção do PSDB leva 112 pessoas para a cadeia

Tucanossujos

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR), indiciou 112 pessoas suspeitas de participar de um esquema de corrupção na Receita Estadual em Londrina, no norte do Paraná, para desviar dinheiro para o PSDB.

O inquérito, concluído nesta sexta-feira (19), é resultado da segunda fase da Operação Publicano, deflagrada no dia 10 de junho. Entre os indiciados estão 53 auditores, 44 empresários, 12 contadores, dois advogados e uma pessoa que se passava por auditor fiscal para praticar o crime, de acordo com o Gaeco.

A Justiça decretou prisão preventiva de 61 deles. Destes, 53 foram presos. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu habeas corpus para 43 pessoas.

Os envolvidos responderão pelos crimes de corrupção passiva, ativa e formação de organização criminosa, conforme o Ministério Público.

Segundo o delegado do Gaeco Alan Flore, foram apurados ao menos 140 novos crimes durante a segunda fase da Operação Publicano, além dos descritos na primeira denúncia, já transformada em processo. Ele ressalta que ainda há crimes a serem apurados.

“Não conseguimos apurar todos os fatos criminosos que surgiram ainda. O trabalho de investigação vai prosseguir. Não sei se teremos uma terceira fase da Publicano ou se o trabalho será desenvolvido de forma complentar à Publicano II, mas é fato que teremos a análise de outros crimes que não foram possíveis de serem apurados até o presente momento”, afirma Flore.

Operação Publicano
De acordo com o Gaeco, os auditores que deveriam fiscalizar as empresas faziam vista grossa para irregularidades e não autuavam sonegadores. O esquema milionário cobrava propina para anular débitos e reduzir, por meio de fraudes, o valor de impostos.

Na segunda fase das investigações, a Justiça ainda mandou prender membros da cúpula da Receita no estado.

A primeira fase da Publicano foi deflagrada em 20 de março. A Justiça aceitou as denúncias feitas pelo MP-PR contra 62 pessoas acusadas no caso, sendo 15 auditores fiscais da Receita Estadual, 15 empresários, 14 pessoas consideradas pelo MP como “laranjas” no esquema, 11 contadores, três auxiliares administrativos, dois funcionários públicos, um policial civil e um administrador de empresas.

Na denúncia da primeira fase, o MP-PR denunciou o grupo por corrupção passiva, formação de organização criminosa, falso testemunho, falsidade ideológica e outros fatos criminosos.

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