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Efeitos do neoliberalismo na Grécia afeta economia mundial, inclusive o Brasil

Efeitos do neoliberalismo na Grécia afeta economia mundial, inclusive o Brasil

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A crise grega pode atrasar a recuperação da economia global, incluindo o Brasil, com risco de colapso de moedas. A avaliação é do professor de Finanças do Ibemec-Rio Gilberto Braga. Segundo o professor, é difícil dimensionar as consequências da saída da Grécia do bloco. “Poderia haver uma ruptura completa do sistema da União Europeia”, disse à Agência Brasil.

Para o Brasil, Braga considera que a crise pode desestimular investimentos estrangeiros, devido ao clima de desconfiança. Além disso, a oportunidade de o Brasil vender mais produtos ao exterior, aproveitando a alta do dólar, também é afetada.

O economista Róridan Duarte, do Conselho Federal de Economia, destaca que “de imediato, a Grécia teria de substituir o euro pela antiga moeda do país – o dracma – mas o reflexo maior seria para a própria Zona do Euro. Os países da periferia teriam problemas com o contágio. “Já se sente isso, principalmente no sistema financeiro, com a queda nas bolsas. Portugal, Espanha, Irlanda e até mesmo a Itália podem ser afetados”, acrescentou.

Na avaliação de Duarte, os países centrais, como a Alemanha e França, se beneficiaram da política ortodoxa implantada na Europa. Mas a periferia sofreu e continua sofrendo as consequências da retração devido à resposta frágil à crise.

Ele destaca que alguns analistas acreditam que, a depender das consequências, a crise pode chegar na Itália contagiada pela ligação que a economia italiana tem com a grega no comércio exterior, pela proximidade, pelo fluxo de turistas etc.

Para o Brasil, um dos problemas seria a possibilidade de mais elevação nas taxas de juros. Isso já começa a aparecer no horizonte porque a curva das taxas já começa a reagir a essa problemática na Europa. Para o economista, se isso vier a acontecer o risco é de uma correria para ativos mais seguros, como dólar e títulos do tesouro norte-americano.

Duarte diz que, no seu modo de ver, a Grécia fez a coisa certa porque colocou o elemento político e democrático na decisão. Tradicionalmente, esses organismos como o FMI, Banco Europeu e a própria Comissão Europeia tomam decisões de cúpula e burocráticas.

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