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Fim do visto pode estar próximo com acordo Brasil-EUA

Fim do visto pode estar próximo com acordo Brasil-EUA

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O encontro realizado na Casa Branca entre o presidente norte-americano Barack Obama e a presidente Dilma Rousseff surpreendeu analistas e empresários ao resultar na formalização de um acordo para a efetivação do Global Entry já a partir de 2016. O anúncio oficial da adesão brasileira ao programa de facilitação de entrada a viajantes freqüentes é o primeiro passo para o Visa Waiver, programa americano de isenção de vistos.

– O ingresso do Brasil no Global Entry é um pleito antigo da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio) e de entidades parceiras, e um passo importante na relação bilateral Brasil-EUA, uma vez que impulsionará o fluxo comercial entre os países – disse Rafael Motta, presidente da AmCham Rio, diretamente da capital americana. A eliminação de vistos de negócios e de turismo está na agenda da coalização Brazil-U.S. Visa Free Coalition, que defende a inclusão do Brasil não apenas no Global Entry, como também no Visa Waiver.

A coalizão, da qual a AmCham Rio faz parte, foi anunciada em janeiro pelo Brazil-U.S. Business Council (BUSBC), organização empresarial administrada pela U.S. Chamber of Commerce, em Washington.

– Esse avanço é uma sinalização extremamente positiva da intenção do governo em inserir o Brasil em uma cadeia global de investimentos – afirmou Motta.

O crescente fluxo de empresários entre Brasil e EUA e o interesse brasileiro em ampliar os investimentos estrangeiros na economia doméstica foram os principais pontos que impulsionaram o acordo sobre o programa.

– Hoje, a cada US$ 1 que investimos nos EUA, US$ 3 são investidos no Brasil, seguindo o caminho inverso. Ainda há uma desproporção, mas estamos caminhando para o crescimento.

Em 2014, o comércio bilateral entre os dois países superou US$ 108 bilhões e o volume de investimentos americanos no país chegou a US$ 116 bilhões no mesmo período, cifras bastante significativas. Além disso, o índice médio de internacionalização das multinacionais brasileiras cresceu 22,9% em 2013, tendo a América do Norte como um dos principais destinos, representando 66,7% das operações fora do Brasil, segundo dados da Fundação Dom Cabral levantados em 2014.

– A agenda do encontro entre os governos foi pragmática e resultou em ações concretas. Agora, depende da boa vontade e do trabalho conjunto entre governo e o setor privado para tirar os acordos do papel. Esse é o nosso desafio – disse Motta.

De acordo com o executivo, os próximos passos da reaproximação entre Brasil e EUA, considerando a agenda imediata, inclui o lançamento do Plano Nacional de Exportações, que promete trazer simplificação de processos e a unificação de normas regulatórias, criando as bases para o crescimento da pauta comercial bilateral. Outras demandas também são esperadas para o médio e longo prazos, como a resolução da bitributação.

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