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Futuro da democracia grega entre o “sim” e o “não”

Futuro da democracia grega entre o “sim” e o “não”

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Uma solução conciliadora na Reunião de Cúpula dos chefes de Estado e de Governo da União Européia (UE) poderá permitir aos 28 empoados líderes esforçarem-se para evitar que as várias frentes abertas inflamem-se com dinâmica de dominó. Um beco sem saída, além das consequências para a Grécia, formula a verossímil pergunta da possibilidade de planejamento para o coordenado enfrentamento dos outros desafios de múltipla dimensão e muito maiores do que a negociação com a Grécia.

A sombra de um “Brexit” (saída da Grã-Bretanha da União Européia) torna-se a cada dia que passa mais ameaçadora. A formação de amplo Grupo de Euroceticistas no Partido Conservador britânico foi seguida por semelhante movimento dos trabalhistas. Em pânico Londres, Bruxelas e Berlim percebem que a caixa de Pandora foi aberta e não poderá ser solucionada com a solução mágica que salva David Cameron e não enfraquece a complementação européia.

No litoral oposto do Canal da Mancha, na França, a situação é extremamente preocupante. Pela segunda vez em quatro meses, o presidente François Hollande e o primeiro-ministro Manuel Valls impuseram projeto de lei para liberalização do horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais em geral, assim como flexibilização das relações trabalhistas com a decisão do artigo 49, parágrafo 3 da Constituição, determinando que um projeto de lei torna-se – sem discussão e votação – lei dentro de 48 horas se não for votada durante este espaço de tempo uma proposta de forte repreensão contra o governo. Ainda, poderá ser formulada a pergunta se o presidente e o primeiro-ministro poderão concluir seus respectivos mandatos que se encerram com as eleições presidenciais e parlamentares na primavera de 2017.

Se forem observadas em seu total as evoluções paralelas na Grã-Bretanha e França, a exemplo de como fez Dickens (Charles John Huffam Dickens) para Londres e Paris no final do Século XVIII na História de Duas Cidades revelam uma relação de “vasos comunicantes”, onde o aumento da possibilidade de “Brexit” fortalecerá a dinâmica da Le Pen que, por sua vez, está comprometida com a realização de um plebiscito para a saída da França da União Européia seis meses após de sua eleição à Presidência da República da França, não é mais cenário de imaginação científica, mas, perigo existente.

Europa paga

Crescimento de popularidade da Le Pen nas pesquisas fortalecerá os partidários de “Brexit” em Londres, considerando que, se a saída da União Européia é proposta de partido do poder na França, então, uma opção correspondente para a Grã-Bretanha não pode surgir como sinônimo de isolamento. Porém, além de tudo isso, uma União Européia com a crise da Grécia “em aberto” e com as “heranças” de incerteza postas sobre a mesa pela Grã-Bretanha e França paralisaria plenamente e não poderia defender seus interesses na sombra do confronto pós Guerra Fria entre EUA e Rússia por motivo a Ucrânia.

Hoje, a União Européia – contrariada em sua maioria – prepara-se para prorrogar as sanções contra a Rússia até o final deste ano e, simultaneamente, Alemanha, França, Itália e Finlândia esforçam-se em contatos bilaterais com o Kremlin para evitar um irreversível prejuízo de sua relações com governo de Moscou. Uma posição “pela metade” que desagrada aos EUA, que a considerem como aliança solidária “frappé” e, que, simultaneamente, não proporciona nada de palpável na Rússia.

Sério risco de saída de Grã-Bretanha da União Européia, risco de total crise política na França com imprevisíveis consequências e risco de retorno a uma nova Guerra Fria entre EUA e Rússia, com uma Europa incapaz de influenciar as evoluções e pagando um insuportável custo.  (Mary Stassinákis – Monitor Mercantil)

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