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A máscara de um vigarista tucano na Folha de S. Paulo

A máscara de um vigarista tucano na Folha de S. Paulo

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Por Osvaldo Bertolino

Carlos Sampaio, deputado federal tucano líder do seu partido na Câmara dos Deputados, escreve hoje (5) um artigo no jornal Folha de S. Paulo que é um primor de torpeza e farsa política. Ele, na verdade, segue o modelito fascista, a técnica gobbeliana de fazer mentiras se tornarem verdades à força de repetição, o padrão midiático brasileiro.

Para o tucano golpista, a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), sabidamente uma instituição ocupada majoritariamente por pessoas sem nenhuma condição de se autoproclamarem guardiãs da moral e dos bons costumes, de “exigir” esclarecimentos “sobre 13 gravíssimas irregularidades cometidas pelo governo nas contas de 2014” é uma uma manifestação histórica de independência e seriedade na fiscalização do Executivo.

Fazendo da torcida fatos, o tucano parvo sentencia que a rejeição das contas feriria de morte o governo da presidente Dilma, que estaria, assim, sujeita à cassação por crime de responsabilidade. Essa tese falaciosa tem um objetivo claro: atiçar os cachorros loucos para se criar um clima político que justificaria mais um passo da marcha golpista da direita. O noticiário da mídia nos últimos dias tem deixado absolutamente claro que esse é o caminho.

Num cenário assim, é fácil falar em crise. Tudo é crise, tudo parece o fim dos tempos. É o que faz Carlos Sampaio, representando o João do Apocalipse, em seu artigo na Folha. Segundo o profeta do caos, o impeachment é uma hipótese cada vez mais considerada entre os parlamentares; a presidenta estaria fragilizada politicamente, ilhada pela corrupção em seu governo e pela crise na economia e pressionada pelas vozes das ruas e pela baixíssima popularidade.

Isso sem falar nos desdobramentos da Operação Lava Jato (outra farsa política grotesca, de coloração fascista e métodos abertamente golpistas), que já começam a subir a rampa do Planalto. Com isso, o cavaleiro do Apocalipse conclui que, a depender da vontade esmagadora dos brasileiros, esse governo poderia muito bem terminar afastado, numa “pedalada” e pronto.

O que o tucano fascista está dizendo, na verdade, é que a “sociedade” pode ficar tranquila porque ele e sua laia estão atentos na defesa de seus interesses. Pode mesmo? Alguém acredita piamente que essa gente maltrapilha moralmente pode falar em nome do povo brasileiro? Alguém acha que Carlos Sampaio tem o poder de “tranquilizar” os cidadãos do país?

A resposta é a seguinte: o cidadão Carlos Sampaio considera que o deputado Carlos Sampaio pode falar em nome dos brasileiros por estar lidando com uma situação de confusão generalizada. Falta luz sobre fatos que, cuidadosamente escondidos, servem de fantasmas para aterrorizar a sociedade. E aí surge essa tese tucana como panaceia para “tranquilizar” os brasileiros. E assim prometem que o país entraria em uma trajetória ética e teríamos então nossos merecidos dias de glória. Amém!

Esse tipo de gente parece não ter se dado conta de que a overdose de denúncias, acusações e condenações sumárias tem seu preço. Ao entrar em uma fase decisiva, a crise política obriga a direita a procurar novos caminhos para engambelar o país. Isso pode fazer o campo governista compreender com mais nitidez a necessidade de mostrar à nação o que pensa e o que quer o projeto tucano.

Mostrar, enfim, que seu interesse se resume em embaralhar o projeto de governo da presidenta Dilma Rousseff, ao mesmo tempo que tentam manter vantagens paroquiais, e não em defender propriamente a “ética na política”, como alegam. O brasileiro e a brasileira que presenciam regularmente, com seus próprios olhos e ouvidos, a publicação de insultos, ataques pessoais, intrigas, falsidades, invenções, erros de fato e mentiras, puras e simples, não podem ser vítimas desses vigaristas.

O próximo campo de batalha será o Congresso Nacional. O trabalho parlamentar, tão necessário para o país, deverá enfrentar as barricadas erguidas pelos representantes dessa parcela minúscula da sociedade. E, fato da maior relevância, quase todos eles têm pelo menos um ou dois milhões de dólares em seu patrimônio cuja origem não conseguem explicar.

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