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EUA conseguem tratado para enfrentar a China

EUA conseguem tratado para enfrentar a China

Após quase cinco anos de negociação, os Estados Unidos anunciaram a assinatura do Tratado Transpacífico de Comércio Livre (TPP) com Japão, Austrália, Canadá, Chile, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Singapura, Brunei e Vietnã. O acordo, que vinha sendo negociado sem que seus termos fossem divulgados, reúne países que representam 40% das riquezas do mundo.

Quando entrar em vigor, eles irão eliminar tarifas de comercialização de bens e serviços. Este setor é o principal alvo do tratado, que impõe regras únicas para a propriedade intelectual e abertura do mercado para empresas de serviços – de empreiteiras a meios de comunicação, que deverão ser tratadas como se fossem nacionais.

O setor de serviços há muito já superou a produção de bens nos países desenvolvidos: representa 80% do PIB nos EUA e UE. No Brasil já soma 65%, e até na China, a fábrica do mundo, lidera, com 46,8% O presidente Barack Obama disse que as empresas norte-americanas serão beneficiadas, porque poderão vender mais produtos e serviços para o mundo. Tratado similar (TTIP) está sendo negociado pelos EUA com a União Européia.

O acordo é também uma tentativa de enfrentar o poderio da China na Ásia e dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) – nenhum país do grupo foi chamado para participar, apesar de representarem 20% do PIB global e abrigarem quase metade da população do mundo.

O TTP impõe legislações comuns aos signatários, protegendo as empresas transnacionais contra decisões dos judiciários locais. A padronização atinge temas como seguridade social, liberdade na internet, segurança alimentar e sistema financeiro, provavelmente o mais favorecido pelo acordo.

A negociação do tratado foi feita de maneira discreta e bastante criticada, porque outros blocos econômicos consideram o TPP uma ameaça às economias regionais. Para que o tratado entre em vigor, precisa da autorização dos Congressos dos países signatários. Com as eleições presidenciais de 2016 nos EUA, a votação do acordo pode ser postergada.

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