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Para fortalecer o bloqueio, ativos cubanos são perseguidos no exterior

Para fortalecer o bloqueio, ativos cubanos são perseguidos no exterior

(Prensa Latina) Cuba informou à ONU que durante o último ano se intensificou a perseguição de seus ativos cubanos no exterior como uma das modalidades do bloqueio aplicado pelos Estados Unidos contra a ilha.

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Essa ação, destinada a impedir todo tipo de transação bancária e outras transações nas que estejam presente os interesses cubanos, está relacionada também à proibição de usar o dólar estadunidense imposta a Cuba nas atividades mencionadas para complicá-las o máximo possível.

Entre abril de 2014 e março de 2015, várias entidades correspondentes do sistema bancário cubano afetaram as operações das instituições da ilha, que se viram obrigadas a modificar os canais que normalmente usam para realizar suas cobranças e pagamentos, gerando assim demora e custos adicionais.

O medo à retaliação do governo norte-americano era fundado, como o demonstrou a enorme multa aplicada ao banco francês BNP Paribas em junho de 2014 por 8,9 bilhões de dólares, com o objetivo de estimular a desconfiança entre as demais unidades bancárias e evitar qualquer transação com Cuba.

Com os exemplos que mostraremos a seguir, é possível ver algumas das principais dificuldades enfrentadas pelas instituições bancárias de Cuba para o manejo de suas operações financeiras internacionais:

Risco cambial pelas diferenças nas taxas de câmbio, ao continuar a impossibilidade de usar o dólar estadunidense como moeda de pagamento e cobrança.

Fechamento de contas em bancos estrangeiros, o que implica a eliminação das relações com correspondentes, fato que se destaca principalmente em quatro unidades europeias.

Um total de 15 entidades cubanas viram de repente canceladas as senhas de comunicação estabelecidas para as comunicações interbancárias e financeiras.

Recusa por parte de oito entidades a prestar serviços bancários, cinco europeias e três latino-americanas, com abstenção de confirmar ou avisar sobre operações de cartas de crédito,

Como pode ser visto, o bloqueio força as instituições cubanas a buscarem acesso ao financiamento externo em condições extremamente difíceis como resultado do risco país, elemento principal na determinação da viabilidade e nos custos de operação.

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