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Em Maringá, juiz Sérgio Moro se une a sacerdotes hipócritas para acobertar corrupção tucana

Em Maringá, juiz Sérgio Moro se une a sacerdotes hipócritas para acobertar corrupção tucana

Por Osvaldo Bertolino

“Um forte esquema de segurança, parte da avenida fechada, policiais em todo o entorno, detector de metal na entrada do auditório. Tanta segurança, porque o covidado especial do ato inter-religioso contra a corrupção realizado neste domingo (22) em Maringá era o juiz federal Sérgio Moro, que comanda a força-tarefa da Lava Jato, a maior operação de combate à corrupção que já se viu no país”, disse a repórter Luciana Penha na abertura do boletim da CBN Maringá (clique aqui) sobre o evento que reuniu seis religiões. “Sérgio Moro nasceu em Maringá e aqui se formou em direito. A primeira experiência profissional foi no escritório do advogado Irivaldo Souza, idealizador do ato religioso contra a corrupção”, continuou.

Irivaldo é tributarista e assessorou o ex-prefeito de Maringá Jairo Gianoto, do PSDB, condenado em 2006 por desvio de dinheiro público (valor estimado em R$ 500 milhões), formação de quadrilha e sonegação fiscal. O advogado só conseguiu o habeas corpus depois que Moro testemunhou a seu favor. “Eu gosto muito do Sérgio, ele é um juiz justo, determinado, e tem cumprido a sua função, a sua missão, e nós, por isso, fizemos esse ato inter-religioso em favor dele”, comentou o advogado em entrevista à CBN, ao lado dos “representantes de seis religiões reunidos para refletir sobre a corrupção”, conforme a repórter.

Segundo Luciana Penha, o presidente da Ordem dos Pastores, Noel Cruz, disse que católicos, evangélicos e muçulmanos, todos concordam que a corrupção é um mal que mata. “Porque a corrupção, ela está levando, na verdade, o dinheiro que ia para a saúde e também para as empresas. Então os jovens estão desempregados e as mães reclamando com os filhos nas portas dos hospitais e morrendo. Então eu creio que chegou a hora em que o povo de Deus está unido orando a Deus, e Deus ouviu o clamor. Chegou o momento de acabar com a corrupção”, falou o pastor, de viva voz.

Para o arcebispo dom Anuar Battisti, Sérgio Moro é para muitos hoje a esperança de justiça, de acordo com a repórter. Com sua voz, a autoridade católica disse que “ele (Moro) hoje é o cabeça, é aquele que está dando a canetada final dentro desse processo de corrupção, do processo de julgamento da Lava Jato”. “Tudo passa pela mão dele. E ele está sendo extremamente rígido, extremamente decisivo, não tem medo, enfrentando situações muito complicadas. Nesta oração pedimos que ele continue sendo corajoso”, completou o arcebispo.

Luciana Penha disse que Sérgio Moro não deu entrevista, mas no evento falou por dezessete minutos. E explicou porque decidiu participar do ato inter-religioso, abrindo longamente o áudio para a parola do juiz. Às tantas, ele disse que era um prazer estar ali naquela união de religião com combate à corrupção. E que a lei vale para todos, ignorando os vícios e as omissões da sua cruzada de coloração fascista. E agradeceu efusivamente a Irivaldo Souza.

A repórter gravou áudio com a expectadora Fátima Francil, para quem Moro é um exemplo de boa gente, de justiça, de caráter, de boa família e que ele é uma pessoa enviada de Deus “para nós”. “A gente ama e a gente reza para ele todos os dias”, disse Fátima. Os representantes das seis religiões que participaram do ato inter-religioso redigiram “A Carta de Maringá contra a corrupção”, que entregaram a Moro, finalizou Luciana Penha.

Escalada fascista

Esse evento é mais um da escalada fascista que Moro vem promovendo no país. Enquanto a mídia espalha que ele é discreto a ponto de não conceder entrevistas, suas ações marqueteiras se multiplicam, uma técnica minuciosamente calculada para se criar o mito em torno do juiz. E ao mesmo tempo seus prepostos e porta-vozes vão alimentando a farsa com pirotecnia midiática e tentativas de desqualificar os que desmascaram suas farsas, sua conduta viciada e seletiva na condução de um processo comprovadamente corrompido.

Uma delas, muito comum especialmente nas penas de blogueiros midiáticos, é apontar o dedo para os jornalistas que revelam a verdade para dizer que são líderes da “militância petista paga pelo governo”. Acostumados com suas práticas de sabujos pagos para disseminar mentiras a serviço de seus patrões, pensam que assim conseguem desqualificar as notícias que fogem de suas pautas farsescas, como as revelações de envolvimentos de familiares de Moro — inclusive sua esposa, Rosângela Wolff de Quadros Moro — em esquemas nebulosos do tucanato.

O próprio Moro fez uma representação ao Ministério Público Federal no Paraná contra dois blogueiros progressistas por “crimes contra a honra” de servidor público no exercício da função (no caso, o próprio Moro). O juiz afirma que notícias falsas e caluniosas foram publicadas por Fabiano Portilho, do Portal I9, e Miguel Baia Bargas, do blog Limpinho & Cheiroso. Na peça, Moro diz que, desde o início da Lava Jato, diversas notícias têm sido veiculadas sobre o caso, com “abordagem majoritariamente favorável aos trabalhos realizados”.

Sobre o caso de Maringá, transcrevo matérias que fiz ao longo do acompanhamento do processo:


Comparsa de tucanos é assassinado em Maringá

O ex-secretário da Fazenda de Maringá, Noroeste do Paraná, Luiz Antônio Paolicchi, operador de um esquema de desvio de dinheiro da prefeitura da cidade para as campanhas de Álvaro Dias (PSDB) e Jaime Lerner (então PFL, hoje DEM) a senador e a governador, respectivamente, foi assassinado. Comandava a prefeitura o tucano Jairo Gianoto, condenado, com auxiliares, a devolver R$ 500 milhões aos cofres públicos.

O caso vem sendo escondido pela mídia. Paolicchi é apresentado como o único responsável pelo desvio de recursos. A polícia ainda não tem suspeitas, mas a hipótese de roubo foi descartada, pois nada foi levado do ex-secretário ligado ao tucanato. O corpo dele foi encontrado amarrado dentro do porta-malas de um carro que estava abandonado. Segundo Paolicchi, o dinheiro da prefeitura foi usado para pagar campanhas de Jaime Lerner e Álvaro Dias.

No dia 7 de março de 2001, Álvaro Dias protocolou, na Vara Federal Criminal de Maringá, solicitação para que lhe fosse fornecida uma cópia do depoimento prestado à Justiça Federal por Paolicchi. O juiz federal substituto Anderson Furlan Freire da Silva deferiu o requerimento. Igual pedido havia sido encaminhado à Vara Criminal no dia 5 de março de 2001 pelo governador Jaime Lerner e também obteve resposta positiva do magistrado.

Por que o senador não diz o que está dito no depoimento? Será que é por que ninguém perguntou isso a ele? Seria bom a “opinião pública” — ele gosta desse termo — saber que em 1994, na sucessão do governador Roberto Requião (PMDB), Lerner, candidato da direita, enfrentava um franco favorito Álvaro Dias. Um esquema financeiro forte foi montado pelos empresários Mário Celso Petraglia e Atilano de Oms Sobrinho, da INEPAR, com a participação do então presidente do PDT paranaense, o engenheiro Cássio Taniguchi, e do advogado Giovanni Gionédis, que viria a ser o poderosíssimo secretário da Fazenda do Estado.

O quarteto, utilizando-se do prestígio nacional e internacional da então fortíssima INEPAR e da reconhecida habilidade de Petraglia para construir operações financeiras intrincadas, levantou um “papagaio” através de uma off-shore no Uruguai. Assim, com um caixa razoável, começou a campanha vitoriosa.

Petraglia foi uma das personagens centrais da CPI dos Precatórios, operação nascida de dentro do Banestado, como incubador de desvios do Bradesco, dos pequenos bancos que foram liquidados pelo Banco Central (BC) no rastro das denúncias dos então senadores Kleinubing (PFL-SC) e Roberto Requião (PMDB-PR). Lerner entregara-lhe o Banestado.

Em 1998, Lerner fez um “acordo branco” com Álvaro Dias. Álvaro, candidato ao Senado, não apoiou Requião, adversário de Lerner. Lerner, buscando a reeleição, não lançou candidato ao Senado. Em 2002, no segundo turno, contra Requião, Lerner abriu seu voto em favor de Dias. Perderam ambos.


Assassinato em Maringá: Nesse mato tem tucano

Até o disco rígido de um certo computador protegido pela ex-ministra do STF Ellen Grace sabe que o banqueiro corruptucano Daniel Dantas — nascido, crescido e engordado no ninho tucano – operava o esquema de “caixa-dois” criado com alta tecnologia do PSDB e que depois a mídia tentou atribuir ao PT com o apelido de “mensalão”. (A suspeita é que ele operava esquema mais barra pesada do tucanato.) Mas eis que surgem agora suas possíveis digitais em um escabroso caso recente, absolutamente ignorado pela mídia.

Recentemente um comparsa do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) foi assassinado em Maringá. É o ex-secretário da Fazenda do município, Luiz Antonio Paolicchi, que na gestão tucana do prefeito Jairo Gianoto desviou algo em torno de R$ 100 milhões para as campanhas de Álvaro Dias (senador) e Jaime Lerner (governador).

No total, a acusação é de que o desvio da prefeitura soma R$ 500 milhões. É dinheiro que não acaba mais. Perto dele, os R$ 50 milhões que a mídia democorruptucana usou para fazer o estardalhaço sem provas do “mensalão” viram trocados. Em entrevista ao jornal de Maringá O Diário, o principal participante confesso do assassinato de Paolicchi diz que um advogado de Dantas orientou o ex-secretário a firmar união estável para se proteger contra a Justiça.

O trecho é esse:

De quem partiu a proposta de firmar uma união estável?

Foi idéia dele, orientado pelo advogado do Daniel Dantas (banqueiro), que ele tinha contato. Ele tinha contato com o advogado, não sei bem que tipo de contato que eles tinham. Ele me falou que o advogado o orientou a fazer a união estável para poder, através desta união estável, paralisar os processos que estavam em andamento, com execução do patrimônio dele, que está todo alienado, tudo indisponível.

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6 Comentários

  1. Djailson Oliveira de Siqueira

    Tudo nos leva a crer que a historia desse ilustre magistrado remonta ao famigerado esquema do BANESTADO ou, quem sabe, mais além.
    Me surpreende também, que uma notícia desse porte, tenha tão pouco divulgação pela mídia. Pelo menos no caso desse assassinato ocorrido em Maringá e da questão do nosso querido Pallocci circulando entre os golpistas naquele período. Talvez, quando os crimes cometidos pelo Senhor FHC e comparsas entrarem em prescrição, caia a rede protecionista que mantem sob sigilo qualquer notícia vinculada àqueles fatos e período de nossa história. Só espero, que antes disso, venha à tona o verdadeiro caráter desse cidadão que lhes serve tão eficientemente, o senhor Sérgio Moro, antes que os males por ele causados sejam irreversíveis.
    Creio que esteja na hora dos jornalistas sérios do Brasil, fazerem uma investigação séria sobre esse cidadão e a algumas pessoas de seu relacionamento. Se alguém mexer na moita, com certeza espantará um coelho.

  2. Por causa disso é que muitos pessoas fogem das igrejas…padres ..pastores..todos so pensa em si próprio

  3. maria izanete francisco

    tenho muita pena dos simples a quem estes enganam passando-se por curadores,enquanto os envenenam.
    entre os simples estão Grandes Pastores que os ajudam levando ovelhas a acreditarem que estes são também ovelhas nédias . mas,são lobos treinados que as arrastarão para precipícios.
    Estes são o Mal personificados.

  4. Moro está fazendo exatamente igual a Adolf Hitler fez na Alemanha. Para quem duvide, leiam sobre os fatos que levaram a ascensão do ditador, o esquema propagandista midiático e comportamental é idêntico, inclusive o constante uso de ” camisas pretas “, remete aos discípulos do ditador no primeiro momento e a Gestapo durante o governo nazista.

  5. esse sergio moro é um lixo execravel !!!!

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