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A desordem dos paneleiros pegos com galinha no saco

A desordem dos paneleiros pegos com galinha no saco

Por Osvaldo Bertolino

Abertamente convocados pela mídia, alguns paneleiros voltaram a frequentar suas varandas durante o  pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff em  cadeia nacional de TV e de rádio sobre a necessidade de esforços da população contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. Os grupelhos fascistas que organizaram os paneleiros são a expressão acabada de um pedaço apodrecido do Brasil. São os representantes daqueles que querem o povo sob seu cabresto em um país dirigido por um grupo que resolve tudo entre eles dentro de quatro paredes.

Essa turma tem obsessão em esconder a realidade daqueles que têm direito de sabê-la. Não foram poucos os deles pegos com a galinha dentro do saco ao longo da história e nada sofreram. No regime deles, a troca de favores e o tráfico de influência são obscenos. Uma intricada teia, que sustenta corruptor e corrupto e os que se encarregam de realizar trabalhos sujos e silenciar reclamantes com propinas e mimos ilegais, é o seu suporte político principal.

Essa estrutura dirigente encastelada em uma torre de marfim, distante da sociedade, que não pensa duas vezes antes de proteger o grande em detrimento do pequeno, é amoral e egocêntrica. Ela não se importa com as necessidades que transcendem à trinca Rolex-BMW-Armani.

As forças democráticas e populares não podem cochilar diante desse quadro. Precisamos de uma democracia popular, que começa, e não termina, na eleição. Uma democracia que insta a sociedade a cobrar, fiscalizar, tomar as rédeas da nação, que assegure a cada cidadão o direito de decidir seu destino. Não podemos aceitar um regime marionete e cheio de mazelas, como querem esses fascistas.

Nem tampouco deixar espaços para a intolerância desses pulhas que pregam ordem para instaurar a desordem. Para responder a essa premissa, ninguém melhor do que a música “Desordem”, do grupo “Titãs”: “Quem quer criar a ordem? Quem quer criar desordem? É seu dever manter a ordem, é seu dever de cidadão. Mas o que é criar desordem? Quem diz o que é ou não? São sempre os mesmos governantes, os mesmos que lucraram antes.”

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