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Sugestão de votos para “petistas” e “coxinhas”

Sugestão de votos para “petistas” e “coxinhas”

Por Osvaldo Bertolino

Circula pela internet uma petição dos fanáticos da “Operação Lava Jato” para que a Justiça Eleitoral adote a exigência de documentação escolar e registro de emprego em carteira para os eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT). A ideia não é de todo má, desde que haja algumas cláusulas.

A primeira seria o valor em dobro do voto dos que conseguiram emprego e entraram na escola graças às políticas dos governos Lula e Dilma. A segunda seria a adoção de critérios rígidos para aferir os efeitos da crise internacional na geração de emprego, comparando, por exemplo, o desemprego no Brasil com o de outros países desenvolvidos. A diferença a favor do Brasil valeria em dobro.

Como contrapartida, poderia se adotar medidas também para os eleitores da direita. Por exemplo, impedir o voto dos estudantes em escolas e universidades públicas que não trabalham e dos que trabalham em empregos gerados pelos governos Lula e Dilma.

No caso de serem empresários, só teriam direito ao voto os que repartissem os lucros para seus empregados de acordo com o trabalho de cada um; inclusive os deles, empresários. Da mesma forma, proponho uma aferição rigorosa para os efeitos da crise internacional para que as medidas não sejam injustas.

É justo, não é? Criaríamos, com essas medidas, uma equidade na hora do voto condizente com a lógica da petição dos fanáticos da “Operação Lava Jato”. Eles partem do princípio de que os eleitores que votam no PT o fazem por interesses que nada têm a ver com o exercício da cidadania.

Estariam interessados em benefícios como o “Bolsa Família”, o “Prouni”, o “Brasil Sorridente”, o “Luz para Todos” e por aí afora. Em vez de acumular capital para ter todas essas benesses, esses eleitores pegariam o atalho do voto no PT. E assim, depois do voto, receberiam seus sacos de mantimentos e teriam as portas das escolas franqueadas sem que isso lhes custasse um centavo.

Minhas sugestões partem do mesmo princípio. Afinal, Lula e Dilma criaram universidades e escolas técnicas, empregos e fontes de lucros como nunca antes na história deste país. Ou é meritocracia ou não é! Os critérios têm de serem equânimes. Ou não vivemos em uma democracia?

Aos que não conseguirem o direito ao voto, sejam simpatizantes do PT ou da direita, proponho que participem do processo de votação como colaboradores da Justiça Eleitoral. Cuidando da limpeza dos locais de votação e seus arredores, orientando os votantes sobre a localização das urnas, fazendo um lanche para que todos, depois do voto, possam saciar a fome. Os recursos poderiam vir de doações pedidas nas vizinhanças.

Seria, sem dúvida, um avanço significativo para a nossa cidadania. Teríamos somente votos qualificados e uma participação efetiva de todos os cidadãos no processo democrático, seja votando, seja no trabalho de apoio à Justiça Eleitoral. Sem querer, esses fanáticos da “Operação Lava jato” levantaram uma possibilidade interessante. Num sistema assim, quem venceria todas as eleições? A pergunta certamente leva os fanáticos a coçar a cabeça.

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1 Comentário

  1. Certamente, se o voto dependesse de “meritocracia” todos os “filhinhos de papai” que começam a trabalhar só quando terminam a faculdade (paga pelos pais ou pelo Estado) e, em muitos casos, já “herdam” a profissão (ex. filho de médico, faz medicina e vai trabalhar com o pai, filho de advogado, idem, só pra não falar nos filhos de vereadores, deputados, senadores, etc) esses, com certeza, não poderiam ter direito ao voto. Afinal, o “Bolsa Família” deles é bem mais cara e escandalosa!

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