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Debandada do PSB para o lado da democracia, contra o golpe, continua

Debandada do PSB para o lado da democracia, contra o golpe, continua

A direita iniciou ofensiva para conter movimento de última hora de deputados do PSB contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O partido orientou sua bancada, de 32 deputados, pela posição a favor do golpe, mas sem punições aos que seguirem o caminho contrário. Nas últimas horas, deputados que apareciam na contabilidade pró-impeachment deram sinais de que podem mudar de opinião. Dois deles são de Pernambuco: Gonzaga Patriota e Marinaldo Rosendo. Ambos estariam dispostos a optar, ao menos, pela abstenção, diminuindo o placar pró-golpe.

Nos bastidores da Câmara, líderes golpistas debitam a mudança de posição deles numa suposta atuação do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, também do PSB. Preocupado com essas dissidências, o líder do PSB na Câmara, Fernando Coelho Filho, também de Pernambuco, telefonou para o governador direto do Salão Verde da Câmara. Além de Patriota e Rosendo, o PSB pode perder os votos de José Reinaldo (MA) e Júlio Delgado (MG).

O movimento de José Reinaldo contra o processo seria um contraponto à articulação da família Sarney, adversária política dele no Maranhão, pelo golpe. Já Delgado tem analisado optar pela abstenção, como voto de protesto pelo fato de o processo de impeachment ser conduzido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), réu no STF (Supremo Tribunal Federal) sob acusação de recebimento de propina. “Minha tendência é seguir o meu partido, mas essa tese da falta de legitimidade do Cunha é forte”, disse Delgado.

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