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PCdoB é campeão de filiação de mulheres no Amazonas

PCdoB é campeão de filiação de mulheres no Amazonas

As mulheres no Amazonas representam 43,5% do eleitorado com filiação partidária. Elas são 88.743 das 203.907 filiações do Estado, conforme dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre os partidos com maior quantitativo de mulheres filiadas estão as grandes legendas partidárias, que têm um grande número de filiados geral, como PCdoB, PSC, PT, PMDB e PP.

De acordo com dados do TSE, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) ocupa o 1º lugar com maior número de filiação de mulheres no Estado, com 9.719 filiadas, de um total de 20.484 membros.

O presidente regional do partido, Antônio Levino, explica que o PCdoB tem um conjunto de movimentos sociais que apoiam diretamente o movimento de mulheres. Segundo ele, isso, por entender do grande poder da mulheres de mobilização da sociedade e de organizar a população.

“Esse movimento é muito importante para toda uma nação, onde a desigualdade de gênero ainda é bastante comum. Na direção do partido em Manaus, nós temos como critério a qualidade de gênero, com divisão igual de homens e mulheres”, disse Levino.

Mesmo com o grande número de mulheres filiadas a partidos políticos, para a procuradora da Mulher do Senado Federal, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), a representatividade feminina nos parlamentos ainda é muito baixa. Ela diz que, apesar de 52% da população brasileira serem de mulheres, o Brasil está em 152º lugar num ranking de 188 países em representação feminina parlamentar. A parlamentar informou que a campanha ‘Mais Mulheres na Política’, iniciada em março de 2015, em São Paulo, deverá continuar, em 2016. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também lançou uma campanha pela maior participação da mulher na política.

“Na Câmara dos Deputados, dos 513 deputados, apenas 50 são mulheres. No Senado, são 13 senadoras, entre 81 parlamentares. Na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), dos 24 deputados, há apenas uma mulher, Alessandra Campêlo, e isso é muito pouco”, disse a senadora.

Com 7.554 mulheres filiadas em um total de 15.404 filiações, o Partido Social Cristão (PSC) ocupa a 2ª posição de maior adesão de mulheres no Amazonas, segundo dados do TSE.

De acordo com o presidente regional do PSC, Nilton Barroncas, o partido faz um trabalho voltado totalmente para a igualdade de gêneros, com objetivo de prestigiar as mulheres.

Em 3º lugar, com 7.428 mil filiações femininas, de 17.127 mil membros, o Partido dos Trabalhadores (PT) fica na frente do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) no Amazonas, que tem 5.769 mil mulheres filiadas, de um total de 13.646 filiações.

O presidente regional do PT, Valdemir Santana, informou que em todas as instâncias do partido existe uma regra estatutária de ter 50% de mulheres e 50% de homens. “Essa é a regra do PT. A ideia é chegar a 50% de filiadas para ter a igualdade de direito”, disse Santana.

Ocupando o 4º lugar no ranking com maior número de mulheres, o Partido Progressista (PP) tem filiação de 11.575 mil pessoas no Amazonas, sendo 5.242 mil filiações de mulheres.

Lideranças femininas 

Para o presidente regional do PP, Francisco Garcia, não existe uma fórmula para atrair filiações. Segundo ele, a adesão de mulheres por algumas siglas acontece, geralmente, quando se têm lideranças femininas no grupo.

“Hoje, no PP, a maior parte das lideranças é de mulheres. E a participação dessas lideranças acaba atraindo novos membros, esse é o caso do PCdoB, quando a senadora Vanessa tinha uma liderança forte”, disse Francisco.

Figura decorativa

Para o cientista político formado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Rudá Ricci, os partidos políticos usam as mulheres apenas como figura decorativa, para questionamentos relacionados a temas sociais. Segundo ele, o País tem baixíssima participação das mulheres.

De acordo com o pesquisador, as mulheres no Brasil nunca dedicam menos de 30% de seu tempo para afazeres domésticos, já os homens nunca dedicam mais de 15% das mesmas tarefas. Segundo ele, isso faz com que exista um comportamento muito concentrador da ação pública do homem e da ação familiar privada da mulher.
Rudá Ricci explica que, quando se tem um partido conservador que não questiona esta lógica, evidentemente, não tem muito que atrair.

“Já os partidos que teoricamente querem a mudança da sociedade, principalmente aqueles à esquerda, que têm como tradição o princípio da igualdade, é evidente que esses partidos atraem mais mulheres, pois acabam abrindo um espaço”, disse Rudá.

Segundo o pesquisador, os partidos com maiores filiações femininas sempre trabalharam bastante forte no papel das mulheres. Ele explica que, daqui por diante, os partidos que declararem apoio às mulheres e os que têm lideranças femininas terão um crescimento substancial no número de filiadas.  (D24am)

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