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Senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) denuncia sabotagem dos golpistas ao Mercosul

Senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) denuncia sabotagem dos golpistas ao Mercosul

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse nesta quinta-feira (7) que o governo interino de Michel Temer põe em risco a integração do Mercosul, com a “implantação de um programa neoliberal que jamais seria aprovado em eleições livres”. Para ela, o objetivo é o de revogar direitos trabalhistas, em prejuízo das camadas mais pobres da população, que dependem da oferta de serviços públicos gratuitos.

Gleisi Hoffmann afirmou que o Mercosul sempre esteve ameaçado por forças políticas conservadoras. Segundo ela, as primeiras tentativas de integração remontam à época da independência da maioria dos países do bloco, mas a efetiva implantação do bloco — que reúne Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela e Bolívia — só foi possível graças à reafirmação da democracia no continente, na década de 1980.

— Pela primeira vez, nossos países passaram a se enxergar como aliados, como sócios. Nossas nações passaram a se ver como parceiras de um destino comum: a integração, que nos levaria à prosperidade conjunta e à inserção soberana no cenário mundial.

Gleisi Hoffmann lamentou declarações do ministro das Relações Exteriores do governo interino, José Serra, no sentido da revisão da Tarifa Comum do Mercosul, o que, segundo ela, transformaria o atual mercado comum numa “mera área de livre comércio”. A senadora também criticou a tentativa do governo de evitar que a Venezuela assuma a presidência do Parlamento do Mercosul (Parlasul) no dia 31 de julho.

Austeridade

Gleisi Hoffmann também criticou outras medidas propostas pelo governo interino, como a de estabelecer um teto para os gastos públicos nos próximos 20 anos. Ela questionou a ideia de fazer cortes para conter o aumento da dívida em relação ao PIB e permitir a retomada do desenvolvimento.

— Essa não é uma dívida feita pelo Estado nacional. Muito dessa dívida é da especulação financeira, da venda de títulos do mercado financeiro, da quebra do sistema financeiro americano. Os Estados nacionais, não só o Brasil, mas [também] os Estados europeus, tiveram que pagar a conta — disse Gleisi Hoffmann, para quem a “desgraça da presidente Dilma” começou ao enfrentar o mercado financeiro e reduzir os juros a até 7,25%.

Agência Senado

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