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CDH do Senado analisa violência contra trabalhadores sem terra no Paraná

A violência sofrida pelos sem terra que vivem no acampamento Dom Tomás Balduíno, na região de Quedas do Iguaçu (PR), foi condenada pelos senadores da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), que promoveu audiência sobre o assunto nesta terça-feira (2) dentro do ciclo de debates sobre “A crise política, econômica, social e ética no Brasil, à luz dos direitos humanos”.

Ao final da audiência pública ficou acertado o envio dos dados levantados sobre a situação do acampamento à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República pelas Comissões de Direitos Humanos do Senado e da Câmara. Integrantes das duas comissões também deverão visitar o lugar em data a ser marcada.

Os conflitos no acampamento foram relatados pelo advogado do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Bernardino Camilo da Silva; a integrante da coordenação regional do MST do Paraná, Leure Simone Ritta; e um dos membros da direção do acampamento, Rudmar Moeses. Pouco antes eles já tinham falar sobre o problema em reunião com os integrantes da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

Segundo Leure Simone, policiais e seguranças privados têm usado a violência contra o acampamento e, na maioria dos casos, ficam impunes dos crimes. De acordo com a Comissão Pastoral da Terra, somente no ano passado, foram quase cinquenta mortes causadas por conflitos no campo, incentivados principalmente por disputas de terras, madeira e água.

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) chamou atenção para o preconceito que sofrem os acampados.

— Tem muito preconceito, muito desprezo, muita campanha sendo feita contra os acampados, pra tentar dizer que eles estão lá e estão prejudicando a ordem, o emprego, a cidade, o desenvolvimento — afirmou Gleisi.

Já o senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da CDH, condenou a violência na região e afirmou ser necessária uma reforma agrária em todo o Brasil.

— Num país capitalista mesmo, a reforma agrária já aconteceu, é dado o direito do trabalhador de ter posse da terra, produzir a alimentação, para [o alimento] chegar mais em conta na mesa do trabalhador, mas aqui no Brasil há uma resistência enorme nessa questão da reforma agrária — lamentou.

Fonte: Agência Senado

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