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A mais surpreendente curva da mulher

Por Osvaldo Bertolino

Se observada, a mulher sabe como ninguém expor a sua graça. Ela anda elegantemente, com pernas e braços sincronizados, o quadril se movimentando como a batuta de um maestro, os ombros acompanhando o balançar do corpo, a cabeça comandando a orquestra. Se ela fala, o tom de voz oscila na medida certa, obrigando a gente a seguir as inflexões com mais ou menos apuro dos tímpanos. Os movimentos labiais, então, nos leva a reflexões longínquas, como se estivéssemos vivendo tempos de outrora, imaginando como foi possível surgir algo tão luminoso.

A conclusão é inevitável: a mulher é o ser mais perfeito da natureza, que merece estar no mais elevado patamar das hierarquias, no centro das mais apuradas atenções, no comando dos mais sagrados atos que consagram o espírito humano. A mulher tem o direito de não pedir licença para ninguém ao ser o que é; divina, deslumbrante, poderosa. Se há algo que possa definir o que é a perfeição humana, esse algo é a mulher. Onde ela chega, as atenções se concentram em suas virtudes, em seus esplendores, em suas qualidades naturais, como se fosse algo indizível e superior a qualquer molde das melhores fruições.

Se vista de frente, nossos olhos acionam o coração, a mente faz imediatamente um retrato do conjunto, a imaginação percorre uma trajetória vertical rápida e as atenções se concentram em suas expressões. Um gesto dela é capaz de fazer estremecer convicções, abalar os mais sólidos pilares do convencionalismo, reduzir a pó qualquer preconceito. Uma palavra pode nos levar a sonhar com as mais monumentais catedrais, com os mais belos mares, com os mais caudalosos rios. Ela é tudo isso ao mesmo tempo: monumental, naturalmente generosa, espetacular. Sua força pode nos levar para onde desejar, pode fazer termos uma descarga de adrenalina capaz de ficarmos paralisados por longuíssimos segundos.

Se vista de costas, ela se assemelha a um espetáculo teatral, a uma cena inesquecível de filme da categoria de um “Casablanca”, a um livro de Tolstoi. O andar fica mais gracioso, o vai e vem do quadril parece uma magia shakespeariana, o balançar dos braços, dos ombros e da cabeça formam algo lírico, capaz de nos provocar deleites indizíveis. Em tudo há curvas graciosas, lindas, enigmáticas.

Vista no seu todo, o resultado é uma perfeição de encaixes, de complementos, de detalhes preciosos. Mas nada supera a sua curva mais poderosa, mais graciosa, mais deliciosamente linda: o sorriso.

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1 Comentário

  1. Uau! Esse texto é um poema em prosa! Maravilhoso!

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