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Mulher tem de ser altiva

Por Osvaldo Bertolino

Sem mulher não dá! Quando chego num lugar no qual as mulheres são minorias ou simplesmente não estão, já perco o entusiasmo. Boa coisa não sairá dali, tampouco haverá algo interessante para falar ou ouvir. Isso vale desde o parlamento até as festinhas de aniversários ou de fim de ano. Porque os homens têm, em geral, dois assuntos prediletos: mulher e futebol. E olha que são duas coisas que adoro, necessariamente nesta ordem. Onde o erro?

Sobre futebol, para mim o papo se encerra logo. Sobre mulher, não falo do assunto com homens; salvo casos raríssimos, quando a forma não é agressiva e pejorativa. Adoto essa conduta por entender que mulher, no sentido sexual, é um assunto que só interessa a mim mesmo. E falar com os homens, de uma maneira geral, sobre a condição social da mulher é malhar em ferro frio; eles têm uma resistência siderúrgica em aceitar que o papel da mulher na sociedade não pode — e muito menos deve — ser o que é reservado para ela.

Falta, nessa sociedade, uma formação que desconstrua essa imagem execrável de que à mulher cumpre esquentar a barriga no fogão e esfriá-la no tanque de lavar roupa. Essa imagem está incrustada até em muitas cabeças femininas com pensamento machista. Não são poucas as que, se não aceitam ser essa mulher rebaixada, gostam da vida de dondoca, que trocam sua autoestima por valores materiais. Não acredito que elas possam ser felizes assim, sabendo que vivem como um objeto de prazer ou simplesmente como um bibelô para ser exibido por aí. Ou, pior ainda, meras gerentes do lar.

Como uma mulher assim e um homem assim se relacionam na cama? Deve ser uma frieza tremenda! Meu conceito de mulher na cama é outro. Gosto dela altiva, toda dona de si, me dando ordens (me pega, me beije, me abrace, me… vocês sabem o que eu ia dizer!), me olhando safadamente, me curtindo, se esbaldando! Numa palavra: gozando! Uma mulher assim é a gostosura da gostosura até para conversar sobre qualquer assunto. Ela tem assunto. Ela absorve meu assunto, o que digo. E conversar, para mim, é fundamental antes, durante e depois.

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1 Comentário

  1. Geraldo Magela Vaz

    Deixei de gostar de futebol para atender a uma sugestão feminina

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