Um documento secreto do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, datado de 12 de julho de 1969, tratou de uma questão apresentada como de natureza religiosa, mas que envolvia implicações políticas e estratégicas de alcance muito mais amplo. O memorando determinava a elaboração de um estudo sobre a Igreja Católica na América Latina, país por país, abrangendo sua estrutura, seu papel na sociedade, suas tendências e principais lideranças, além da atuação de clérigos estrangeiros, grupos não católicos e missionários.
O documento era dirigido ao secretário de Estado, ao diretor da Central Intelligence Agency (CIA) e ao presidente da Junta de Chefes de Estado-Maior. A ordem decorrera de uma reunião do National Security Council (NSC), realizada três dias antes. O presidente Richard Nixon determinou que a CIA preparasse o relatório.
A documentação desclassificada da própria CIA estabelece um princípio fundamental para compreender essa arquitetura. Em documentos internos sobre operações clandestinas, a agência descreveu como seus agentes trabalharam sob a cobertura de outras funções institucionais. Organizações de ajuda externa, estruturas militares, empresas privadas e entidades de propaganda aparecem nesse repertório como formas de cobertura para atividades de inteligência.
A determinação de Nixon não surgiu num vazio. Desde o início da década de 1960, Washington acompanhava a transformação política e social da América Latina por meio de uma arquitetura que combinava diplomacia, assistência econômica, treinamento policial, cooperação militar, propaganda e inteligência. A United States Agency for International Development (USAID), criada em 1961, tornou-se uma das principais faces ostensivas desse sistema.
Seus programas abrangiam educação, agricultura, saúde, habitação, infraestrutura, pesquisa científica, formação de mercados e segurança pública. No Brasil, essa presença foi particularmente extensa. O programa de segurança pública administrado pela agência treinou milhares de policiais brasileiros e constituiu uma das dimensões menos conhecidas da política norte-americana no país.
Rockefeller diante de uma Igreja diferente
Foi nesse ambiente de expansão da presença norte-americana no Brasil que Nelson Aldrich Rockefeller consolidou sua relação com a América Latina. Membro de uma das famílias mais poderosas dos Estados Unidos, Rockefeller já reunia experiência empresarial, administrativa e diplomática na região quando Nixon o incumbiu, em 1969, de uma missão especial pelos países latino-americanos. Naquele momento, ele exercia o cargo de governador de Nova York, para o qual fora eleito em 1958 e que ocuparia até 1973.
Sua aproximação com a América Latina, contudo, remontava aos anos 1930, quando passou a atuar nos negócios da família na Venezuela e realizou viagens pela região para estudar suas condições econômicas, sociais e políticas. Em 1940, o presidente Franklin Delano Roosevelt o nomeou coordenador do Office of Inter-American Affairs, órgão encarregado de ampliar a cooperação dos Estados Unidos com os países latino-americanos durante a Segunda Guerra Mundial.
Depois da guerra, Rockefeller continuou a atuar no continente por meio de organizações privadas. Em 1946, os irmãos Rockefeller criaram a American International Association for Economic and Social Development (AIA), destinada a financiar projetos nas áreas de saúde, educação, agricultura e desenvolvimento social em países latino-americanos. Nelson presidiu a organização em diferentes períodos.
No ano seguinte, criou também a International Basic Economy Corporation (IBEC), empresa voltada à implantação de empreendimentos econômicos no exterior, inicialmente com forte concentração na América Latina. Essa combinação de filantropia, desenvolvimento econômico, relações governamentais e interesses empresariais tornou Rockefeller uma figura particularmente familiar aos governos e às elites econômicas da região.
A ligação de Rockefeller com Nixon ganhou uma dimensão diretamente política em janeiro de 1969, logo depois da posse do presidente. Sua missão consistia em avaliar as relações dos Estados Unidos com a América Latina e formular indicações para a política hemisférica norte-americana.
Em fevereiro, Nixon anunciou oficialmente a missão, que percorreu diversos países e resultou em um relatório posteriormente utilizado nas discussões do Conselho de Segurança Nacional. Documentos oficiais do governo norte-americano mostram que Nixon acompanhou pessoalmente o trabalho de Rockefeller e incorporou parte de suas recomendações à formulação de sua política latino-americana.
A escolha de Rockefeller não foi casual. Sua trajetória reunia três dimensões de particular interesse para Washington: a experiência governamental, o conhecimento acumulado sobre a América Latina e uma extensa rede de relações econômicas e institucionais construída ao longo de décadas.
Durante a missão de 1969, ele não se limitou a questões de desenvolvimento econômico. O próprio Nixon determinou que a missão examinasse o papel das igrejas e o avanço de correntes consideradas radicais na América Latina, enquanto o governo norte-americano discutia simultaneamente questões de segurança, assistência militar, desenvolvimento e estabilidade política no continente.
A missão ocorreu em um momento em que a Igreja Católica deixava de ocupar, em vários países latino-americanos, a posição tradicional de sustentáculo da ordem estabelecida. Bispos, padres, religiosos e organizações católicas atuavam em questões sociais, reforma agrária, direitos trabalhistas, combate à pobreza e defesa dos setores socialmente excluídos.
A transformação desses setores do catolicismo latino-americano tinha raízes no Concílio Vaticano II, realizado em quatro sessões entre 1962 e 1965 e convocado pelo papa João XXIII como esforço de atualização da Igreja Católica no século XX. O pontífice pretendia promover uma renovação pastoral capaz de aproximar a instituição das transformações sociais e culturais de seu tempo e de restabelecer o vínculo com setores da sociedade que se haviam afastado da Igreja.
A orientação já aparecia nas encíclicas Mater et magistra, de 1961, e Pacem in terris, de 1963, nas quais João XXIII, sob o primado da Doutrina Social da Igreja, assumiu a “socialização” como um fenômeno característico da época, associado à ampliação das relações sociais e à crescente presença do Estado na organização da vida econômica e social, posição que exerceu enorme impacto no laicato católico brasileiro.
O Concílio aprofundou essa inflexão. Suas decisões estimularam uma Igreja mais atenta às condições concretas da população, às desigualdades sociais e às transformações políticas do mundo. Na América Latina, essas orientações encontraram um terreno marcado pela pobreza, pela concentração da propriedade, pela dependência econômica e por ditaduras brutais que se intensificavam sob a égide da Guerra Fria.
A II Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, realizada em Medellín, em 1968, deu expressão regional a esse processo. Setores do episcopado e do clero passaram a defender mudanças sociais mais profundas e a aproximar sua atuação pastoral das demandas de trabalhadores, camponeses e comunidades pobres.
Essa transformação adquiriu significado político para o governo Nixon. Uma Igreja que assumia posições mais incisivas diante da pobreza e das desigualdades podia estabelecer relações com movimentos patrióticos, populares e revolucionários.
O memorando de 12 de julho de 1969 inseria-se nessa concepção anticomunista da política norte-americana para a América Latina. Em 3 de fevereiro daquele ano, Nixon havia determinado a elaboração do National Security Study Memorandum 15, destinado a uma revisão abrangente da política dos Estados Unidos para a região.
O documento foi encaminhado aos secretários de Estado, Defesa e Tesouro, ao diretor da CIA e ao administrador da Agency for International Development (AID). A sigla designava, naquele período, a agência que desde 1961 se chamava oficialmente United States Agency for International Development (USAID).
A USAID surgiu de uma ampla reorganização da assistência externa promovida pelo governo John Kennedy. Em 4 de setembro de 1961, o então presidente sancionou o Foreign Assistance Act of 1961, lei aprovada pelo Congresso que reorganizou os programas de ajuda externa dos Estados Unidos, separou a assistência econômica da militar e determinou a criação de uma agência encarregada de centralizar os programas de desenvolvimento econômico e assistência técnica.
A nova estrutura substituiu órgãos que anteriormente exerciam essas funções, sobretudo a International Cooperation Administration (ICA) e o Development Loan Fund (DLF). O Foreign Assistance Act of 1961 determinou a transferência de suas atribuições para a USAID, criada formalmente no âmbito do Departamento de Estado pelo Executive Order 10973, de 3 de novembro de 1961.
A reorganização conferiu à política externa dos Estados Unidos um vínculo mais consistente entre operações secretas, militarização e ajuda econômica utilizada como instrumento de apoio a organizações políticas anticomunistas. Nesse sistema, a Alliance for Progress — Aliança para o Progresso — ocupava posição central.
Lançada por John Kennedy em 1961, a iniciativa destinava recursos norte-americanos a programas de desenvolvimento econômico e social na América Latina, ao mesmo tempo que procurava conter a influência da Revolução Cubana e impedir que a insatisfação produzida pela pobreza, pela desigualdade e pela concentração de riqueza se convertesse em apoio a movimentos revolucionários.
A USAID tornou-se um dos principais instrumentos civis dessa política, administrando programas de assistência econômica e técnica articulados aos objetivos estratégicos dos Estados Unidos na América Latina. O próprio National Security Study Memorandum 15 incluía a administração da AID no exame da política para a região, abrangendo a estratégia de assistência ao desenvolvimento, o futuro da Alliance for Progress e os interesses norte-americanos no continente.
A Aliança, portanto, não se limitava à transferência de recursos para programas de desenvolvimento. Integrava a política latino-americana de Washington durante a Guerra Fria e vinculava assistência econômica e social à repressão política. Crédito, cooperação técnica, desenvolvimento rural, educação e programas sociais funcionavam como instrumentos de cobertura à repressão anticomunista.
Essa dimensão alcançava também a área de segurança pública. Os programas de assistência administrados pelos Estados Unidos mantinham ligação com o Office of Public Safety (OPS), estrutura voltada à cooperação policial e à formação de forças da repressão.
No Brasil, policiais receberam treinamento em patrulhamento, controle de distúrbios, interrogatório (torturas), comunicações, investigação criminal e outras técnicas. A assistência policial colocava recursos, métodos e conhecimentos norte-americanos a serviço das forças de segurança, inserindo a formação policial na política anticomunista dos Estados Unidos no país.
A formação dessa estrutura policial tinha uma dimensão continental. A Academia Interamericana de Polícia foi criada em 1962 no Panamá, dentro da Zona do Canal, em instalações militares norte-americanas. Os cursos incluíam controle de distúrbios, contrainteligência, contrainsurgência, repressão ao comunismo internacional, investigação, controle de fronteiras, tiro, manejo de explosivos e outras disciplinas.
A concepção estratégica era explícita: a polícia deveria funcionar como primeira linha de repressão aos movimentos revolucionários, permitindo que as Forças Armadas fossem empregadas contra insurreições de maior escala.
A USAID financiou inclusive o filme The First Line of Defense, produzido para os treinamentos de técnicas de repressão. A película apresentava um país fictício ameaçado por greves e guerrilheiros cubanos e terminava com a derrota da “ameaça revolucionária” pela ação coordenada das polícias e das Forças Armadas. Os produtores evitaram símbolos que identificassem diretamente os Estados Unidos, preservando a aparência de um produto institucional latino-americano.
O programa alcançava, assim, muito mais do que a simples transmissão de técnicas administrativas. Formava policiais dentro de uma concepção política de segurança interna, na qual greve, mobilização popular, guerrilha e comunismo eram incorporados ao mesmo campo que deveria ser brutalmente reprimido.
A CIA entrou pela porta da segurança
Estudos sobre as relações entre Estados Unidos e Brasil registram que o OPS servia à CIA para infiltrar agentes nas polícias locais e recrutar colaboradores. Policiais estrangeiros eram enviados a centros de treinamento nos Estados Unidos apresentados como instituições de segurança pública.
Um desses centros funcionava sob a fachada da International Police Services Inc., enquanto os cursos eram apresentados como parte dos programas associados à USAID. O treinamento abrangia vigilância, uso de informantes e outras técnicas de atividade policial repressiva.
A estrutura financeira também podia ser utilizada para produzir dependência. A pesquisa registra métodos de recrutamento pelos quais dificuldades orçamentárias de departamentos policiais eram exploradas para estabelecer vínculos financeiros com agentes locais. Recursos destinados a determinadas atividades eram ampliados e utilizados para estabelecer relações pessoais e institucionais que posteriormente podiam ser aproveitadas pela inteligência norte-americana.
O primeiro diretor do OPS foi Byron Engle, funcionário da CIA desde sua criação. O programa policial constituía, nesse sentido, uma interface entre a assistência oficial e a atuação da inteligência. Agentes da CIA utilizavam missões do OPS como cobertura, enquanto informações obtidas por agentes infiltrados na USAID eram transmitidas à agência. A Academia Interamericana de Polícia, financiada pela USAID e instalada na Zona do Canal do Panamá, integrava essa estrutura.
O Brasil tornou-se laboratório policial
O Brasil foi o principal destinatário dessa política da USAID. Documento da própria CIA registra que, até 1972, o país havia recebido quase US$ 8 milhões em recursos do OPS, mais do que qualquer outro país latino-americano naquele período.
Antes de 1964, os programas já estabeleciam vínculos com as polícias brasileiras. Dan Mitrione chegou ao Brasil em 1960 como funcionário do programa de assistência norte-americano e trabalhou como assessor da polícia de Minas Gerais. Posteriormente, tornou-se uma das figuras mais conhecidas da política norte-americana de repressão política na América Latina. No Uruguai, onde atuava como assessor de segurança, foi sequestrado e morto pelos guerrilheiros Tupamaros em 1970.
A documentação comprova sua atuação como funcionário do programa de repressão anticomunista. Seu vínculo operacional com a CIA faz parte da documentação e da historiografia sobre a repressão norte-americana na região. A importância histórica de seu caso está na demonstração de como uma função oficialmente definida como assistência policial coexistia com redes da repressão.
A assistência formou quadros brasileiros
O treinamento não se limitava a policiais enviados ao exterior. Os conhecimentos adquiridos nos Estados Unidos e no Panamá eram posteriormente incorporados às instituições brasileiras. O OPS forneceu à direção do recém-criado Serviço Nacional de Informações (SNI) uma relação de funcionários do Departamento Federal de Segurança Pública (DFSP) que haviam recebido treinamento na Academia Interamericana de Polícia e nos Estados Unidos.
Esses agentes passaram a compor a nova estrutura brasileira da repressão. O OPS também participou da organização do Departamento Federal de Segurança Pública, do Instituto Nacional de Identificação (INI) e do SNI. Essas três estruturas seriam fundamentais para a constituição do sistema de segurança e informação da ditadura.
O fundo documental do SNI, preservado pelo Arquivo Nacional, demonstra a dimensão alcançada por essa estrutura. Os documentos tratam de organizações de esquerda, partidos políticos, sindicatos, movimentos populares, Igreja, universidades, movimento estudantil, guerrilhas, relações internacionais, cassações de mandatos e direitos políticos.
A ação norte-americana também alcançou essa etapa. Documentação da Comissão Nacional da Verdade registra que oficiais enviados pelo governo brasileiro passaram seis meses nos Estados Unidos recebendo instrução na CIA e no Federal Bureau of Investigation (FBI). A experiência contribuiu para a organização da formação de agentes da repressão.
A repressão ganhou dimensão internacional
O sistema brasileiro ultrapassou as fronteiras nacionais. O Centro de Informações do Exterior (Ciex), instalado no Ministério das Relações Exteriores, atuou em coordenação com o SNI para monitorar brasileiros no exterior. Na década de 1970, essa estrutura convergiu com os serviços de inteligência das demais ditaduras do Cone Sul na Operação Condor.
O sistema criou uma rede secreta de intercâmbio de informações e cooperação repressiva entre Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai e abarcou compartilhamento de dados de inteligência e operações extraterritoriais contra opositores políticos, incluindo sequestros, torturas, execuções e desaparecimentos forçados. O Arquivo Nacional documenta essa articulação como parte da internacionalização do aparato repressivo das ditaduras sul-americanas.
O treinamento e as estruturas construídas durante a década anterior forneceram parte da base institucional para essa expansão. O aparelho brasileiro de inteligência já possuía uma rede nacional de coleta, processamento e circulação de informações quando passou a coordenar repressiva internacional.
A polícia tornou-se primeira linha
O conceito de “primeira linha de defesa”, utilizado nos programas da USAID, sintetizava essa concepção. A polícia deveria antecipar a ameaça, identificar organizações, vigiar seus integrantes, controlar manifestações e impedir que conflitos sociais evoluíssem para insurreições. As Forças Armadas entrariam em cena diante de movimentos de maior escala.
O treinamento recebido pelos policiais brasileiros incluía exatamente os instrumentos necessários para essa tarefa: investigação, vigilância, interrogatório, controle de multidões, contrainteligência e contrainsurgência.
Em 1969, o OPS participou do Primeiro Seminário de Segurança Interna realizado em Brasília, associado à criação da Operação Bandeirantes (Oban), estrutura de repressão que reuniu militares e civis para o serviço da repressão anticomunista. A participação do programa norte-americano nesse ambiente demonstra a continuidade entre o treinamento policial iniciado antes do golpe e a montagem do aparato repressivo depois de 1964.
Quando o Ato Institucional nº 5 inaugurou a fase mais autoritária da ditadura, em 1968, os Estados Unidos suspenderam parte da assistência econômica ao Brasil, mas mantiveram os programas de assistência policial. No ano seguinte, o número de policiais brasileiros enviados para treinamento nos Estados Unidos aumentou.
A assistência também alcançou a religião
Quando Nixon ordenou, em 1969, que a CIA investigasse a Igreja na América Latina, portanto, o governo norte-americano já dispunha de décadas de experiência na utilização de redes de assistência, segurança, informação e influência no continente. A investigação sobre a Igreja foi inserida nessa estrutura mais ampla.
As mudanças na orientação pastoral de setores da Igreja, com maior atenção à pobreza, às desigualdades sociais e às estruturas econômicas e políticas, alteravam também sua relação com os embates que agitavam a América Latina.
Para o governo Nixon, que examinava a região sob os parâmetros da Guerra Fria, essa mudança tinha implicações políticas. Uma Igreja voltada para reformas sociais podia estabelecer relações com movimentos de caráter patriótico, popular ou revolucionário.
O crescimento das igrejas protestantes e evangélicas na América Latina possuía uma história anterior à Guerra Fria. Missionários norte-americanos atuavam no continente desde o século XIX, e denominações protestantes construíram escolas, hospitais, editoras, seminários e organizações de assistência muito antes da criação da USAID.
Essa estrutura oferecia uma rede social e institucional já instalada, com acesso a comunidades, formação de lideranças e circulação de publicações e recursos. O anticomunismo encontrou nas igrejas evangélicas uma seara particularmente útil porque podia ser apresentado em linguagem religiosa, associando a defesa da fé, da propriedade privada e da ordem social anticomunista. Era um terreno bem fértil para semear o evangelismo fascista, que logo começaria a frutificar.
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